Um júri de Los Angeles decidiu que a Meta e o YouTube são responsáveis pelos danos psicológicos de uma jovem que começou a usar suas plataformas aos seis anos. O veredicto, proferido em 25 de março de 2026, resultou em uma compensação de 3 milhões de dólares. A Meta foi responsabilizada por 70% desse valor, enquanto o YouTube, que faz parte do Google, ficou com os 30% restantes.
Kaley, a jovem identificada pelos iniciais K.G.M., iniciou sua jornada nas redes sociais com apenas seis anos, e aos onze já tinha uma conta no Instagram. Hoje, com 20 anos, ela se tornou protagonista de um processo histórico. A equipe jurídica de Kaley focou na forma como as plataformas são desenhadas, argumentando que funcionalidades como scroll infinito, reprodução automática e notificações constantes foram intencionalmente criadas para manter os usuários jovens viciados. A estratégia foi inteligente, pois se concentrou no design das plataformas, contornando a proteção da Seção 230 da lei de telecomunicações dos EUA, que normalmente isenta empresas de responsabilidade pelo conteúdo gerado pelos usuários.
Durante o julgamento, documentos internos da Meta foram apresentados, mostrando que funcionários da empresa discutiam abertamente o caráter aditivo de suas funcionalidades. Um funcionário chegou a afirmar que “adolescentes não conseguem desligar do Instagram mesmo que queiram”, comparando as redes sociais a “traficantes”. O diretor do Instagram, Adam Mosseri, evitou reconhecer o vício da jovem, chamando seu uso de “problemático”. Por outro lado, o vice-presidente de engenharia do YouTube, Cristos Goodrow, insistiu que a plataforma não foi projetada para maximizar o tempo de uso, afirmando que o YouTube não é uma rede social.
O veredicto em Los Angeles surgiu logo após outro júri, no Novo México, condenar a Meta a pagar 375 milhões de dólares por violar leis de proteção ao consumidor e por não proteger crianças de predadores sexuais no Instagram e Facebook. O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, destacou que os dois júris reconhecem que as práticas da Meta estão colocando crianças em risco. A comparação com a indústria do tabaco é frequente, lembrando que empresas foram forçadas a pagar bilhões por mentir sobre os riscos de seus produtos. James Steyer, fundador da organização Common Sense Media, afirmou que as redes sociais priorizaram o engajamento em detrimento da segurança das crianças.
Este caso funcionará como um processo-piloto para cerca de 1.600 ações individuais em curso, envolvendo mais de 350 famílias e 250 distritos escolares dos EUA. Embora o veredicto não determine automaticamente indenizações nos outros casos, ele estabelece um importante precedente. O júri também decidiu que Meta e Google agiram com malícia, o que pode levar a uma fase adicional focada em danos punitivos, que podem ser significativamente maiores que os 3 milhões já concedidos. Além disso, está agendado um julgamento federal para o verão, envolvendo reclamações de distritos escolares e famílias contra a Meta, YouTube, TikTok e Snapchat. Os advogados de Kaley expressaram entusiasmo com a decisão, afirmando que este é um momento histórico para crianças e famílias que esperavam por justiça. A Google anunciou que planeja recorrer da decisão, enquanto a Meta está avaliando suas opções legais. Ambas as empresas discordam do veredicto e estão determinadas a contestá-lo.
A ausência de conjuntos LEGO de Resident Evil surpreende, considerando seu sucesso. Quais fatores impedem…
O episódio 12 de Jujutsu Kaisen traz o aguardado incidente da Colônia Sendai e a…
A nova temporada de Daredevil revela ligações intrigantes com Valentina Allegra de Fontaine e os…
A série Starfleet Academy termina após a segunda temporada, impactando a evolução de The Doctor…
A série So What’s Wrong with Getting Reborn as a Goblin? estreia em outubro de…
Reed Hastings revela como a IA pode ameaçar a Netflix e discute a aquisição da…