Após meses intensos de negociações, a Netflix decidiu não igualar a proposta da Paramount Skydance e se retirou da corrida para adquirir a Warner Bros. Discovery. A decisão pegou muitos de surpresa e abriu caminho para um dos maiores negócios da história de Hollywood.
A Paramount apresentou uma proposta de 31 dólares por ação, avaliando a Warner Bros. em cerca de 111 bilhões de dólares, conforme reportado pela Bloomberg. O conselho da Warner classificou essa oferta como “superior” à que havia sido acordada com a Netflix em dezembro. O prazo dado à Netflix para igualar a oferta foi de apenas quatro dias, mas a resposta veio em questão de horas.
Os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, explicaram em um comunicado que a transação não era uma prioridade se o preço não fosse atrativo. “Esta transação foi sempre um ‘nice to have’ ao preço certo, não um ‘must have’ a qualquer preço”, afirmaram.
A disputa pela Warner Bros. começou em outubro de 2025, quando a empresa anunciou que consideraria “opções estratégicas alternativas”. Desde então, a Netflix, a Paramount Skydance e a Comcast entraram em uma intensa batalha de propostas. Em dezembro, a Netflix havia fechado um acordo de fusão avaliado em 82,7 bilhões de dólares, que incluiria ativos de streaming e propriedade intelectual como HBO e DC Studios.
Apesar do apoio inicial do conselho da WBD à proposta da Netflix, a Paramount continuou a melhorar suas ofertas até chegar à proposta atual. A saída da Netflix não foi apenas uma questão financeira; pressões políticas também influenciaram a decisão.
Recentemente, o presidente Donald Trump havia solicitado à Netflix que demitisse a administradora Susan Rice devido a críticas que ela fez a empresas que se submeteram ao governo. A Netflix estava sob crescente pressão regulatória e política, especialmente nas semanas que antecederam sua decisão final.
A proposta da Paramount não se limitou aos 31 dólares por ação. Ela incluiu garantias financeiras robustas, como o compromisso de pagar uma multa de 2,8 bilhões de dólares que a WBD deveria à Netflix, caso o acordo não se concretizasse. Além disso, a Paramount assumiria uma possível multa regulatória de 7 bilhões de dólares se o negócio fosse bloqueado.
A família Ellison se comprometeu com 45,7 bilhões de dólares em financiamento, com Larry Ellison garantindo pessoalmente o montante necessário. O entusiasmo de David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, era evidente: “Desejamos à Netflix o melhor e acreditamos que este acordo criará um valor tremendo para os nossos acionistas”.
Ainda falta a aprovação formal do negócio, que será votada pelos acionistas da WBD no dia 20 de março. Além disso, a fusão precisa da luz verde dos reguladores, um processo que pode levar meses. A Paramount espera concluir o acordo entre setembro e dezembro de 2026.
A saída da Netflix traz um misto de alívio e incerteza para Hollywood. Havia preocupações sobre o que aconteceria com as janelas de exibição nos cinemas caso a Netflix adquirisse os estúdios da Warner. Sarandos havia mencionado que longas janelas exclusivas para cinema “não são assim tão amigas do consumidor”. Com a Paramount na liderança, essas preocupações imediatas diminuem, mas a fusão de duas gigantes levantará novas questões sobre o futuro do DCU, da HBO, e de centenas de títulos que marcaram a história do entretenimento.
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