A editora de manga Shogakukan, através de seu serviço Manga ONE, fez uma declaração impactante em 26 de fevereiro, após a confirmação de que o autor de Jojin Kamen, ICHIRO HAJIME (nome verdadeiro: KAZUAKI KURITA), foi acusado de grooming e abuso sexual contra uma menor ao longo de vários anos, começando quando ela tinha apenas 15 anos. Na época, Kurita estava publicando Daten Sakusen sob o pseudônimo SHOICHI YAMAMOTO.
Além das acusações contra Kurita, um editor da Manga ONE, identificado como TAKUYA NARITA, supostamente mediou a comunicação entre a vítima e Kurita por meio de um grupo de chat no LINE enquanto Daten Sakusen ainda estava em publicação. Narita teria sugerido a elaboração de um acordo de indenização que ofereceria 1,5 milhão de ienes (aproximadamente R$ 9,6 mil) à vítima, desde que ela não tornasse público o abuso e retirasse sua apelação contra o autor. A identidade de Narita foi levantada devido a uma postagem da vítima, conforme reportado pelo veículo japonês ITmedia, e sua confirmação como editor de ambas as obras, Daten Sakusen e Jojin Kamen, em postagens oficiais no X (anteriormente Twitter). Embora Kyodo (via Mainichi) e Sankei tenham noticiado sobre a sugestão de um documento notarial, não mencionaram o nome de Narita.
Como resultado dessas revelações, a distribuição e a serialização de Jojin Kamen foram suspensas. A criadora de manga SUMI ENO publicou uma cronologia detalhada dos crimes de Kurita e dos processos legais que se seguiram, solicitando a suspensão de sua obra na plataforma, levantando preocupações sobre a conduta da equipe editorial.
Kurita atuava como instrutor de desenho em uma escola particular no Hokkaido, onde a vítima, identificada como “A”, estava matriculada em abril de 2016. A situação evoluiu para um relacionamento abusivo, onde Kurita manipulou emocionalmente A, levando-a a encontros que culminaram em atos de violência sexual. A alegação inclui um padrão de abuso que se estendeu por três anos, resultando em sérios danos psicológicos, incluindo um transtorno dissociativo e PTSD. A defesa de Kurita alegou que a relação era consensual, mas o tribunal rejeitou suas alegações, condenando-o a pagar 11 milhões de ienes (cerca de R$ 70,5 mil) em indenização. A equipe jurídica da vítima está considerando apelar, alegando que a escola estava ciente de abusos anteriores, mas não tomou providências.
Essa não é a primeira vez que Kurita enfrenta questões legais. Em fevereiro de 2020, ele foi multado em 300.000 ienes (aproximadamente R$ 1,9 mil) por posse de materiais de abuso infantil. Desde então, sua carreira tem sido marcada por polêmicas e interrupções.
A Manga ONE emitiu uma declaração, assumindo total responsabilidade pela situação, afirmando que não tinha conhecimento completo da gravidade do caso na época. O editor envolvido, Narita, continua a ser uma figura central nesse escândalo, levantando questões sobre a responsabilidade editorial e a proteção de autores. A pressão nas redes sociais aumentou, com muitos exigindo uma transparência total da Shogakukan sobre o que foi conhecido e quando. A situação destaca um problema mais amplo na indústria de manga, onde a proteção de criadores e vítimas deve ser priorizada.
O caso de Kazuaki Kurita é um lembrete sombrio da necessidade de responsabilidade e ética na indústria do entretenimento. À medida que mais informações surgem, é crucial que as vozes das vítimas sejam ouvidas e que ações concretas sejam tomadas para evitar que tais abusos se repitam. Atualizações adicionais serão fornecidas à medida que novos desdobramentos ocorrerem.
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