A ação “PlayStation You Owe Us” teve início em março de 2026 e pode custar à Sony cerca de 1,97 bilhões de libras, aproximadamente 2,3 bilhões de euros. Se a empresa perder, cada jogador que se enquadrar na ação poderá receber cerca de 162 libras.
O processo começou a ser formulado em 2022 e foi validado pelo Competition Appeal Tribunal em 2023. Alex Neill, que apresentou a queixa coletiva em nome de cerca de 12,2 milhões de usuários britânicos, argumenta que a Sony abusou de seu controle sobre a distribuição digital em suas plataformas.
O cerne da reclamação é que a Sony estabeleceu preços excessivos na PlayStation Store, sem concorrência que pudesse oferecer alternativas aos consumidores., a PlayStation Store é o único lugar onde usuários de PS4 e PS5 podem adquirir jogos e conteúdo digital, o que configura um bloqueio significativo ao mercado.
Robert Palmer KC, o advogado dos demandantes, afirmou: “A Sony pode e define os preços de todo esse conteúdo sem enfrentar qualquer concorrência a nível de varejo para conteúdo digital.” Ele destacou que a empresa cobra uma comissão de 30%, a mesma praticada pela Steam, mas sem a flexibilidade de redução de taxas baseada no volume de vendas.
Palmer comparou a situação com outras plataformas, como a Epic Games Store e a Microsoft Store, que cobram comissões de apenas 12%. Além disso, ele ressaltou que os preços dos jogos digitais na PlayStation podem ser até 20% mais altos do que os das edições físicas.
| Plataforma | Comissão (%) | Observações |
|---|---|---|
| PlayStation Store | 30% | Sem alternativas de compra |
| Epic Games Store | 12% | Menor comissão |
| Microsoft Store | 12% | Menor comissão |
| Steam | 30% (com redução por volume) | Flexibilidade nas taxas |
A Sony não está se rendendo facilmente às acusações. A empresa argumenta que seu modelo de distribuição fechado é necessário por questões de segurança e privacidade. Além disso, alega que a comissão cobrada é parte de uma estratégia para financiar o ecossistema PlayStation, que inclui os custos de produção das consoles.
O advogado de defesa, Jonathan Scott, classificou a ação como “falha do início ao fim”, afirmando que as alegações de danos aos consumidores não têm fundamento. Ele argumenta que permitir lojas de terceiros resultaria em um uso indevido dos investimentos da Sony.
Esse caso não ocorre isoladamente. Em outubro de 2025, a Apple perdeu um processo semelhante em Londres, no valor de 1,5 bilhões de libras, em nome de 36 milhões de usuários britânicos. A empresa está recorrendo dessa decisão. Além disso, um processo contra a Google está agendado para outubro de 2026.
No setor de videogames, a Sony não é a única em foco. A Valve Corporation, responsável pela Steam, enfrenta uma ação separada de 656 milhões de libras, com acusações semelhantes de abuso de posição dominante e comissões elevadas.
O processo contra a Sony levanta questões sérias sobre práticas de mercado e a necessidade de concorrência justa na distribuição digital de jogos. Com uma possível compensação significativa para os usuários, os desdobramentos desse caso podem impactar a forma como as plataformas de jogos operam no futuro.
O novo filme de Jared Padalecki no Netflix revive um episódio icônico de Supernatural, gerando…
O 30º aniversário de Neon Genesis Evangelion trouxe um novo anime e a participação de…
A nova temporada de One Piece na Netflix traz uma estética mais extravagante e cenas…
O DLSS 5 da NVIDIA redefine gráficos com iluminação fotorrealista e suporte a 4K. Prepare-se…
Pânico 7 chega ao streaming nos EUA em 31 de março, após arrecadar US$ 177…
O episódio 10 de Oshi no Ko, com direção de Kenjiro Okada, explora a verdade…