domingo, junho 7, 2026
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He-Man Retorna: O Impacto de ‘Masters of the Universe’

He-Man Retorna: O Impacto de ‘Masters of the Universe’ - Masters of the Universe
He-Man Retorna: O Impacto de ‘Masters of the Universe’ | Masters of the Universe

No primeiro grande clímax de *Masters of the Universe*, Adam Glenn (interpretado por Nicholas Galitzine), um simpático representante de RH, ergue a espada do poder e declara: “Pelos poderes de Grayskull… eu tenho a força!”. De repente, o homem comum em sua camisa rosa pálido transforma-se em um verdadeiro herói musculoso, vestindo apenas uma plaqueta de metal sobre o peito e uma tanga, mantendo o filme dentro da classificação PG-13. Na forma de He-Man, Adam avança contra seu inimigo, Trap Jaw (Sam C. Wilson), um pirata de pele azul com uma boca metálica vermelha e armas retráteis.

A Luta que Vale a Pena

A cena é uma verdadeira homenagem à linha de brinquedos, com efeitos especiais que intensificam a sensação de estar assistindo a uma criança de cinco anos brincando com seus bonecos. E é absolutamente incrível. A batalha funciona muito melhor do que a tentativa anterior de Adam de resolver o conflito usando suas habilidades corporativas de resolução de conflitos, onde ele tenta convencer Trap Jaw a desistir da luta.

Superado pela Barbie

É compreensível que o diretor Travis Knight e sua equipe de roteiristas, incluindo colaboradores frequentes como Chris Butler, Adam Nee, Aaron Nee e Dave Callaham, tenham optado por um tom mais leve. *Masters of the Universe* é uma propriedade extremamente caricata, originada de uma linha de brinquedos destinada a meninos que gostam de Conan, o Bárbaro, e Star Wars. A história é repleta de conceitos bizarros, como um personagem que luta estendendo seu pescoço chamado Mekaneck (James Wilkinson), além de outros como Ram-Man (Jon Xue Zhang) e Skeletor (Jared Leto). O filme também surge em um cenário cinematográfico dominado pela autoconsciência. A cultura nerd ainda vive sob a sombra de Joss Whedon, conhecido por criar personagens que são tanto conhecedores da cultura pop quanto desinteressados por ela. Filmes como *Barbie*, sucesso recente de outra linha de brinquedos da Mattel, usam piadas metatextuais para abordar questões mais profundas. *Barbie*, dirigido por Greta Gerwig, traz piadas que, além de engraçadas, carregam críticas sociais, como a limitada visão de beleza reforçada pela boneca ao longo dos anos.

Uma Oportunidade Perdida

Diferente de *Barbie*, *Masters of the Universe* não sente a mesma obrigação de tratar de temas profundos. O roteiro tenta discutir o uso do poder por Skeletor para o mal e como He-Man o utiliza para o bem, além de enfatizar a amizade como um tipo de poder. Contudo, essas mensagens acabam se perdendo, especialmente quando o próprio He-Man declara: “O tempo para conversas acabou,” e parte para a briga com Skeletor. He-Man não tem o mesmo impacto cultural que Barbie, e o filme não consegue explorar questões de masculinidade de forma significativa. A tentativa de discutir poder e masculinidade acaba por minar o propósito principal da franquia: assistir a homens musculosos em batalhas épicas.

Conclusão

Nos seus melhores momentos, *Masters of the Universe* abraça sua essência sem se envergonhar. A trilha sonora sintética de Daniel Pemberton e os figurinos vibrantes nos transportam de volta aos mundos pintados à mão que a linha de brinquedos tentava emular, como *Conan, o Bárbaro* e *A História Sem Fim*. Filmes que, sem piscar, mostravam a brutalidade e o heroísmo de forma descomplicada e divertida. Ao contrário de muitos filmes atuais que se preocupam em parecer mais inteligentes do que o material de origem, *Masters of the Universe* poderia simplesmente ser uma diversão descomplicada. A obra tem o poder de ignorar as pretensões e ser apenas diversão boba, e os criadores deveriam ter explorado isso ainda mais. *Masters of the Universe* está em exibição nos cinemas ao redor do mundo.