As práticas de cura tradicionais ganham vida na tela grande com o documentário “As Benzedeiras”, dirigido e roteirizado por Labibe Araújo, cuja estreia está marcada para 12 de novembro nos cinemas. Este filme surge da curiosidade da cineasta pelas tradições de cuidado transmitidas através das gerações, centrando-se em mulheres que preservam um conhecimento profundo e resiliente, que resiste ao esquecimento e à desvalorização.
Uma Visão Contemporânea das Práticas Ancestrais
“As Benzedeiras” não só resgata a prática do benzimento como algo do passado, mas também a reconhece como uma forma viva de sabedoria que continua a influenciar a vida cotidiana. As mulheres retratadas no filme são vistas como guardiãs de um conhecimento que entrelaça o corpo, o território, a comunidade, a espiritualidade e a ancestralidade de forma harmoniosa.
Histórias de Resistência e Sabedoria
O documentário foi filmado em várias regiões do Brasil, destacando a diversidade cultural e espiritual do país. Entre as protagonistas estão:
- Camila Gomes de Florianópolis (SC)
- Josy Andrade de Salvador (BA)
- A-yá Kukamiriam de Manaus (AM)
- Rosa Maria de Nossa Senhora do Livramento (MT)
- Mametu Muiandê (Mãe Efigênia) de Belo Horizonte (MG)
Cada uma dessas mulheres compartilha seu próprio estilo de benzimento, suas histórias pessoais e a conexão profunda que mantêm com suas comunidades. O filme explora como elas descobriram sua vocação, bem como as interações entre suas práticas espirituais e a estrutura social ao seu redor.
Labibe Araújo: Uma Trajetória de Impacto no Audiovisual
Labibe Araújo possui uma carreira multifacetada no cinema, participando de várias áreas como direção de arte e fotografia, além de produção e realização de mostras e cineclubes. Como membro do Coletivo Coisa de Preto e associada à APAN, Labibe faz sua estreia como diretora e roteirista de um longa-metragem com “As Benzedeiras”.
Conexão com a Cultura e Memória Afro-brasileira
Parte das filmagens foi realizada no Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, em Belo Horizonte, um local emblemático na preservação da memória afro-brasileira, fundado por Mãe Efigênia na década de 1970. Este espaço serve como pano de fundo para a narrativa do documentário, reforçando o elo entre cinema, memória e cultura popular.
Reconhecimento e Distribuição
O filme faz sua estreia em festivais integrando a Seleção Oficial do VII Festival Cinema Negro em Ação 2026. Viabilizado através do edital Realizadores/2022, com apoio do BRDE/FSA e ANCINE, “As Benzedeiras” representa um passo significativo na valorização do cinema que dialoga com as raízes culturais e a diversidade do Brasil. A distribuição será promovida pelo Edital de Comercialização em Cinema do MinC 2025.
Conclusão
“As Benzedeiras” promete ser uma obra tocante e esclarecedora, que não apenas celebra práticas tradicionais, mas também as coloca em um contexto contemporâneo de resistência e relevância cultural. Este documentário é um convite para explorar a riqueza dos saberes populares e sua importância contínua na sociedade atual. CONFIRA TAMBÉM: As Benzedeiras | Filme ganha data de estreia nos cinemas; Confira!











