No universo dos jogos digitais, a Ubisoft surge como destaque ao apostar na inteligência artificial generativa para revolucionar suas produções. Recentemente, a empresa francesa tem demonstrado isso em suas novas oportunidades de emprego, que exigem dos candidatos uma sólida experiência com ferramentas de IA generativa, como ChatGPT, Claude e MidJourney. Vamos explorar como essa tendência está moldando o futuro da Ubisoft e da indústria de jogos.
O que dizem as ofertas de emprego da Ubisoft?
Um dos cargos mais destacados é o de Diretor de Arte Técnica na Ubisoft Annecy, vinculado a um projeto AAA ainda não revelado. A exigência de qualificações é clara: o candidato precisa ser proficiente em ferramentas como ComfyUI, MidJourney, NanoBanana e Hunyuan, além de estar confortável com modelos de IA como Claude, Copilot e ChatGPT. Outro cargo interessante é o de Especialista em Prompts na Ubisoft Paris. Este profissional irá integrar uma equipe multidisciplinar, trabalhando para identificar quais possibilidades oferecidas pela IA generativa são realmente interessantes e divertidas para o gameplay. As qualificações pedem experiência com modelos como GPT-4, Gemini, Claude, Qwen, SentenceBERT, Llama e Mistral. A criação de uma posição dedicada exclusivamente à engenharia de prompts sinaliza a direção estratégica da empresa.
A aposta contínua da Ubisoft na IA
Desde novembro de 2025, a Ubisoft tem investido em projetos como o Teammates, que envolve NPCs com comportamento gerado por IA para acompanhar jogadores em experiências imersivas. Xavier Manzanares, diretor de IA de gameplay, destacou que a empresa desenvolveu uma plataforma modular para evitar dependência de fornecedores únicos: “Hoje pode ser um modelo da Open AI, amanhã pode ser outro”, explica. Em janeiro de 2026, durante a apresentação de resultados semestrais, o CEO Yves Guillemot comparou o impacto da IA generativa à transição para o 3D na indústria. A Ubisoft anunciou investimentos acelerados em IA voltada para jogadores, enquanto cancelava seis projetos e exigia o retorno ao escritório, o que provocou uma greve do sindicato Solidaires Informatique em Paris.
Uma indústria dividida
A Ubisoft não está sozinha nessa jornada. Enquanto a Take-Two vê a IA como uma ferramenta para criar assets, mas não sucessos, a NetEase integra IA em todo o ciclo de desenvolvimento. Internamente, a diretora narrativa Virginie Mosser admite ter reservas, mas acredita na colaboração entre criatividade e IA. Por outro lado, o diretor de IA de gameplay alerta sobre os riscos de criar conteúdo genérico e sem distinção.
Conclusão
A Ubisoft está claramente na vanguarda da integração de inteligência artificial generativa em seus processos criativos, refletindo essa visão em suas contratações e estratégias de desenvolvimento. À medida que a indústria dos jogos se adapta a essas inovações, a Ubisoft se posiciona como uma líder explorando novas fronteiras tecnológicas. Resta observar como essas mudanças impactarão a experiência dos jogadores e a criação de jogos mais imersivos e personalizados.